Cyber Incident Victim: Marinha do Brasil
Date:
Mar 2025
Location:
Brazil
Summary
The Brazilian Navy's official website was taken offline after a cyberattack claimed by the hacker known as Azael, who also claimed responsibility for recent outages at the Air Force, Petrobras, the Superior Court of Justice and other institutions. The outage blocks access to public services, official publications, operational information and transparency content, while authorities have not confirmed whether any data was leaked or internal systems were compromised. Federal cybersecurity units and the Federal Police are monitoring the incident and working to trace the source of the attack.
| CIA Posture | Motives | Tactics, Techniques & Procedures |
|---|---|---|
| Available to members | 1 motive | 1 technique |
| Threat Actor | Type | Location |
|---|---|---|
| 1 actor | Available to members | Available to members |
Description
Na manhã de terça‑feira, 25 de março de 2025, usuários que tentaram acessar o site oficial da Marinha do Brasil encontraram uma tela em branco, indicando que o portal estava fora do ar. O incidente foi imediatamente atribuído, em fóruns online e redes sociais, ao hacker que se identifica como Azael, que alegou ter derrubado anteriormente os sistemas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Força Aérea Brasileira, do Aeroporto de Guarulhos, da Petrobras, do Conselho Nacional de Justiça, da USP e do Superior Tribunal de Justiça. A autoria do ataque contra a Marinha ainda não foi confirmada oficialmente pelos órgãos de segurança digital do governo, embora os relatos coincidam com instabilidades registradas nas plataformas afetadas. O site da Marinha, que serve como principal canal institucional da Força Naval, permaneceu indisponível por tempo indeterminado, afetando o acesso a serviços públicos, publicações oficiais, informações operacionais e conteúdo de transparência. Até o momento, não há confirmação de vazamento de dados ou de comprometimento de sistemas internos da Marinha.

A indisponibilidade do portal gerou impactos imediatos na comunicação institucional e na imagem da Marinha, além de prejudicar a disponibilidade de informações que dependem do site para transparência e atendimento ao público. Especialistas e fontes extraoficiais expressaram preocupação de que a derrubada de sites institucionais possa servir como porta de entrada para redes internas, aumentando o risco de escala do ataque. O incidente ocorre em um contexto de alegações de ataques semelhantes contra outros órgãos estratégicos, como a FAB, a Petrobras e o STJ, o que intensifica o debate sobre a vulnerabilidade de sistemas críticos do Estado brasileiro. A falta de um pronunciamento oficial do Comando da Marinha ou do Ministério da Defesa deixa a situação sem uma comunicação institucional clara sobre o status do site e as medidas adotadas.
Segundo fontes ligadas à área de segurança cibernética, o Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber) e a Polícia Federal estão monitorando o caso e trabalhando para rastrear a origem dos acessos e identificar possíveis brechas exploradas. O caso reacende o debate sobre o baixo investimento em cibersegurança e a ausência de um sistema unificado de resposta rápida a incidentes digitais dentro do governo brasileiro. Especialistas apontam que a estrutura digital do Estado está fragmentada entre ministérios, tribunais, universidades e empresas públicas, sem padrão de proteção ou integração entre sistemas. Eles também destacam que o Brasil ainda não trata o ciberespaço como um domínio estratégico, ao contrário de países como Estados Unidos, China, Israel e Rússia, onde a guerra cibernética é reconhecida como campo autônomo de atuação militar e de dissuasão. A ofensiva de Azael, descrita como a de um “invasor solitário”, é vista como potencialmente apenas a face mais visível de uma nova fase de conflitos assimétricos no ambiente digital, com repercussões que podem ir além da interrupção de serviços e tocar diretamente na segurança nacional.
